O Ministério Público Federal pediu ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região que afaste dos cargos o prefeito de Canela, Constantino Orsolin, o secretário de Obras, Alcyr Stacke, e o assessor jurídico Wagner Koch. Pediu também que o TRF torne indisponíveis os bens deles. O promotor regional da República Jorge Gasparini acusa os três de contratarem, sem licitação e mediante a prática de diversos atos irregulares, a empresa que reconstruiria áreas da cidade atingidas por fortes chuvas em julho de 2010. A emprega foi paga com R$ 7 milhões que a Prefeitura recebeu do governo federal.
CPI instaurada na Câmara Municipal e inquérito realizado pela Promotoria de Justiça de Canela constataram que muitos lugares não atingidos pelo temporal foram incluídos nos laudos de avaliação de danos que embasaram o pedido de verbas. Além disso, afirma o Ministério Público, o contrato da Prefeitura com a empresa apresentava cláusulas ilegais, como a previsão de pagamentos à contratada antes de efetivadas quaisquer obras ou de liquidadas as despesas.


